The water continues to rise. The river is rising. And that suffocates me ... Not that I do not know how to swim, but the water rising suffocates me. Today
was an extremely rainy day, very rainy, three hours of water falling on
the roofs, the roofs of the cars, on the streets, in people's heads. I can swim enough to keep my body floating, but I think if someone else depend on my help to help him, he will die. Keep my body floating is one thing ... keeping me and another floating is certain death.These thoughts come into my head every time the water starts to rise. I
see on TV and hear on the radio that one of the bridges that connect
one side of town to the other is forbidden, because not for climbing. The water. Do
not cause despair nor shame, smothers me, when I lived across the city,
the river came to my house, was invading the yard slowly, centimeter by
centimeter, then stood in the doorway of the house. Where looked she was there for the first time felt is lost, smothered, dead, she would swallow us.The
elders came out with water by the waist and small to her on the chest,
at a glance it looked like the swallow to your stomach muddy brown
color. Since then not come back as a resident of that area.The house was fading slowly as if being swallowed by a trap of
quicksand, the next morning where there was our house was now ... River.
It continues rising.Awakened these thoughts faraway childhood with another commercial that told people not to go to the city center. Now another bridge was closed.I
lie on the pillow and try to pretend it's not me, but I know that shit
was going to hit the pocket of everyone, including my own. Of
them they have lost everything and have to work to rebuild their lives
and mine that I do not have anything yet, rent paid, which depend on the
currency of working to earn bread. For those who govern any hour is an excuse, then you know what was the excuse used for the delay of payment, right? I knew it. You need not make this stupid guy. In
your head you should be going: But my party did more than the previous
one, in the other that it has done more than others and one that is also
more than others and had the military move that did more than all .The question friend is the key word ... PARTY ... We are all parties, of all shapes and every way. Then lie close my eyes and finally erase.Six-thirty
the alarm notifies you that I have an obligation to take my heavy body
guts, slowly open your eyes and is ... Raining. I
turn on the TV and has a regional tabloid trying to win some brownie
points for his morning show with his face mashed to be very awake
earlier than me to be there. Talking a lot of shit on the screen. One could say that the water was still rising.Enough to be pathetic, but the images via some acquaintances who won home on social programs and returned to the river. I thought: This pest deserves to die drowned. It's
my money, my tax served to build the fucking that cage for what ... For
this ... Calo mind as dryness of the throat at dawn. Cage. I just wanted to drink water.
Levanto with my face crumpled pastel, when I go toward the refrigerator hear voice gringo in the courtyard. Who was out of the room in a rain that? It was a blended family ... Type half braziers, half Peruvian. They had rented one of the rooms while provisionally normalized the situation of the city. Then I drowned in my glass of water. And I liked.
terça-feira, 10 de maio de 2016
segunda-feira, 2 de maio de 2016
Sufocando - 2012
A água continua subindo.
O rio está subindo. E isso me sufoca... Não que eu não saiba nadar, mas a água
subindo me sufoca. Hoje foi um dia extremamente chuvoso, muito chuvoso, três
horas de água caindo nos telhados, nos tetos dos carros, nas ruas, nas cabeças
das pessoas. Sei nadar o suficiente para manter meu corpo flutuando, mas creio
se outra pessoa depender de minha ajuda para lhe socorrer, morrerá. Manter meu
corpo flutuando é uma coisa... Manter eu e um outro flutuando é morte na certa.
Esses pensamentos passam
em minha cabeça toda vez que a água começa a subir. Vejo na TV e ouço no rádio
que uma das pontes que ligam um lado da cidade ao outro está interditada, pois
não para de subir. A água. Não me causa
desespero e nem pena, me sufoca, quando morava do outro lado da cidade, o rio
chegou até minha casa, foi invadindo o quintal aos poucos, centímetro por
centímetro, logo estava na porta da casa. Para onde olhava ela estava lá e pela
primeira vez senti está perdido, sufocado, morto, ela iria nos engolir.
Os mais velhos saíram
com água pela cintura e os pequenos com ela pelo peito, em um piscar de olhos
parecia que nos tragaria para o seu estomago barrento de cor marrom. Desde de
então não volto como morador daquela região.
A casa foi sumindo
lentamente como se estivesse sendo engolida por um armadilha da areia movediça,
na manhã seguinte onde existia nossa casa agora era... Rio. Continua subindo.
Desperto desses pensamentos
longínquos da infância com mais um comercial que dizia para as pessoas não irem
ao centro da cidade. Agora mais uma ponte estava fechada.
Deito a cabeça no
travesseiro e tento fingir que não é comigo, mas sei que aquela merda toda ia
atingir o bolso de todo mundo, inclusive o meu. Deles que perderam tudo e
teriam que trabalhar para reconstruir suas vidas e o meu que ainda não tenho
nada, pago aluguel, que dependo do giro de moeda para ganhar o pão. Para os que
governam qualquer hora é hora de desculpa, então vocês sabem qual foi a
desculpa usada para a demora dos pagamentos, né? Eu sabia. Não precisa fazer
essa cara de babaca. Na tua cabeça deve estar passando: Mas o meu partido fez
mais do que o anterior, na do outro que o dele fez mais do que outro e outro
que faz também mais do que outros e teve o lance dos militares que fizeram mais
do que todos.
A questão amigo está na
palavra chave... PARTIDO... Nós estamos todos partidos, de todas as formas e
todos os sentidos. Então deito fecho os olhos e finalmente apago.
Seis e trinta o
despertador avisa que tenho a obrigação de tirar meu corpo pesado do colhão,
lentamente abro os olhos e está... Chovendo. Ligo a TV e tem um sensacionalista
regional que tenta ganhar alguns pontinhos para seu programa matinal com sua
cara amassada de ter acordado muito mais cedo que eu para estar ali. Falando um
monte de merda na tela. Só sabia dizer que a água continuava subindo.
Chega ser patético, mas
nas imagens via alguns conhecidos que ganharam casa em programas sociais e voltavam
para beira do rio. Pensava: Essa praga merece morrer afogado. É meu dinheiro,
meu imposto, serviu para construir a porra daquela gaiola pra quê... Pra
esse... Calo a mente como a secura da garganta ao amanhecer. Gaiola. Só queria
beber água.
Levanto com minha cara
de pastel amassado, quando vou em direção da geladeira escuto voz de gringo no pátio.
Quem estava fora do quarto numa chuva daquela? Era uma família misturada...
Tipo meio braseiros, meio peruanos. Tinham alugado um dos quartos provisoriamente
enquanto normalizava a situação da cidade. Então me afoguei no meu copo d’água. E gostei.
quarta-feira, 27 de abril de 2016
Velho Cicero II
O Jovem Francisco saiu correndo do pequeno aeroporto, queria contar tudo para o pai. Que estava na estrada de seringa. Corria rápido. Deixando suas lágrimas quase virarem lama junto à poeira do seu corpo.
Não parou em casa... Entrou na mata e gritava pelo pai, na esperança de ainda fazer o avião retornar. Sem temer onças ou outros animais, gritava. De supetão Cícero segura o menino com as duas mãos, lhe chamando atenção. Quando viu o garoto cheio de poeira, com lágrimas nos olhos, acalmou, deixou Francisco respirar e quando estava mais calmo disse: A SANTA FOI EMBORA! O pai desacreditou da "lorota" e quase lhe deu umas palmadas, quando chegasse em casa Santa iria ter o dela. O menino insistiu levando pai até o aeroporto da cidade. Lá foi confirmada a história de Francisco.
Cícero empalideceu! As mãos ainda sujas do leite da seringa, deixando o olhar cair em direção ao chão. Virou de costas, andou alguns metros, chamou Francisco, aquele dia de trabalho estava perdido, foi pra casa calado. Em sua cabeça só passava as palavras de seu pai. Da maldição dita. Palavras que pesavam nos ombros do cansado Cícero.
Quando mais novo trabalhava com o pais no corte da seringa e em poucas oportunidades visitavam a cidade para comprar mantimentos. Foi quando Cicero descobriu o gosto pela cachaça. Certa vez o jovem saiu de casa para visitar a cidade e prometera ao pai uma camisa nova. Chegando na cidade Cicero comprou os mantimentos, decidiu parar em um boteco. Era assim chamado os locais que vendiam bebidas. Ainda faltava a camisa, mas Cícero decidiu fazer uma pequena parada para molhar a garganta. A hora passou, passou, ele esquecera o presente do pai. Chegando de volta em casa bêbado o pai pergunta logo pela camisa... Ao que Cícero diz que esquecera, mas logo cedo voltaria na cidade e compraria a camisa. O velho olhou bem nos olhos de Cícero e cuspiu palavras de fúria, ódio e rancor: TU É UM DESGRAÇADO! NUNCA VAI TER NADA NA VIDA. TEUS FILHOS VÃO TE ABANDONAR UM A UM. VAI MORRER SOZINHO. ABANDONADO! AGORA PEGA TUAS COISAS E VAI EMBORA DA MINHA CASA.
Cícero em um canto escondido chorou como uma criança. Palavras machucam e machucou profundamente Cícero. Lutaria toda vida para que a maldição do pai não se concretizasse. Segurou a mão de Francisco como nunca tinha segurado antes. O garoto poderia jurar que vira uma lágrima do olho do pai, mas preferiu acreditar ainda ser seus olhos molhados. Chegaram em casa e todos vieram para porta saber o acorrido, pois nunca viram o pai chegar tão cedo em casa. Francisco entrou na pequena casa e os irmãos foram atrás para saber do pequeno as novidades. Cícero gritou: PRETA! Era assim que chamava a mulher Rosalina. Ela sentou do lado dele. Observou. Esperou a conversa... Ele engoliu em seco, olhou para o céu. Que estava limpo, sem nenhuma nuvem. Deu a notícia para a mulher: SANTA FOI EMBORA. A mulher questionou ele sobre o que iria fazer. Cícero olhou tudo em volta. Casa, terreno, terras, olhou as crianças e disse: COMEÇA A ARRUMAR NOSSAS COISAS. NESSES DIAS VAMOS EMBORA PARA RIO BRANCO.
Decidiu deixar todo o oficio da família. Passada de pai para filho. Estava na hora de ir atrás de Santa. A família não iria se desfazer como dissera seu pai. Ele não iria ser abandonado pelos filhos. A maldição do pai não vai se concretizar. E como diz Cícero: NÃO SE CHORA O LEITE DERRAMADO.
E todos eles foram rumo ao desconhecido. A capital do estado. Rio Branco.
CONTINUA...
segunda-feira, 25 de abril de 2016
O Velho Cicero
Se parasse aqui para recordar meu tempo de criança, diria que esqueci, mas na verdade prefiro guardar. Lá no fundo, bem no fundo. Então me pego hoje na madrugada lendo e de repente paro, não por que a leitura estava ruim, não que estivesse cansado, ser cansado já é uma condição para continuar vivendo, meu relógio não para, parece correr.
Foi a lembrança... A cansativa lembrança me parou. Fui voltando no tempo, escorregando por entre a cortina do passado. Não busquei o primeiro beijo, a primeira transa, nem a vez que estava nu no banheiro e me pegaram, mas sim cai na lembrança mais estranha que se pode ter. E logo hoje. numa segunda - feira quente de um dia qualquer.
Estava lá ele e eu... Nós dois sentados na frente da casa que era metade de madeira e metade em alvenaria. Fruto do suor do velho Cicero. Quando criança lembro que morávamos no bairro Cidade Nova. Toda família em uma casa que tinha quarto, sala e cozinha. O banheiro ficava no fundo do quintal. Na hora de dormir era aquela confusão para quem iria pegar o melhor lugar para dormir... Na casa do Velho Cicero era assim, mas ele sempre foi homem honesto, trabalhava e mantinha quase todos com seu suor caro, valente.
Foi seringueiro, cortou seringa, saia de casa antes do sol aparecer e fazia o caminho da estrada de ida e volta. Costume de acordar cedo levou pra vida. O que fez o velho sair do interior e se arriscar na cidade foi uma de suas filhas, ela tinha por apelido Santa, santinha para os amigos. Santa nunca teve boneca e brincar era um risco. O velho Cicero não gostava de encontrar suas crias fora de casa.
Certo dia uma amiguinha de Santa ganhou uma boneca de pano e lhe chamou para brincar. A menina distraída com a boneca que nunca vira e que provavelmente nunca teria igual, se esqueceu da hora de voltar pra casa. Quando o velho chegou e não encontrou a Santa, endoideceu e saiu no rastro da pequena. Santa apanhou, apanhou, apanhou, apanhou tanto que sua mãe Rosalina teve que lavar os machucados da menina com água de sal.
Santa gritava tão alto que seria melhor ter apanhado mais umas duas horas... A dor seria menor. As lágrimas deram lugar a raiva e ela jurou. UM DIA VOU EMBORA PRA BEM LONGE. E começou a colocar seu plano em prática. O pecado do velho Cicero era que tinha uma amante quase inseparável. A cachaça. Se naquele dia não estivesse tão bêbado talvez. Só talvez, a pequena Santa não tivesse ficado tão marcada.
Pois a Santa cresceu e um dia uma moça da cidade de Rio Branco chegou nas terras de Feijó. Lá conheceu a também moça Santa. Lhe fez uma proposta: VAMOS PARA RIO BRANCO. LÁ VOCÊ ESTUDA. LÁ VAI SER MELHOR PARA VOCÊ. Santa não pensou muito e aceitou o convite. Era hora de honrar aquilo que prometera. O irmão mais novo Francisco observou tudo. Não acreditou que Santa tivesse tamanha coragem para ir embora de casa. DUVIDO! NÃO TEM CORAGEM. Então ela disse à ele que aguardasse que no dia seguinte iria embora para não voltar mais.
De madrugada o velho Cicero saiu para cortar seringa. Santa pegou seu único vestido de chita e colocou em uma pequena mala de papelão. Francisco observou tudo calado. Incrédulo. Santa correu para o aeroporto, com pista de terra, ele foi atrás. Ainda incrédulo. Ela chegou e encontrou a nova amiga, beijou Francisco e disse: ADEUS MEU IRMÃO.
Foi em direção ao avião bimotor estacionado na pista... Ele de longe olhava ainda na inocência de ser apenas mais uma brincadeira da Santa. A incredulidade foi enchendo seus olhos de lágrimas. No fundo queria acreditar não ser verdade. Ela da janela manda um tchau. O piloto liga o motor na aeronave, coloca em posição de decolagem. O avião vai ganhando velocidade. Ele corre atrás desesperado. Grita. Chora compulsivamente. Santa não escuta, mas também chora. Francisco perde o equilíbrio e cai levantando poeira com seu corpo. E ao longe vai vendo o pequeno avião ganhando altitude.
CONTINUA...
quarta-feira, 16 de dezembro de 2015
sexta-feira, 27 de novembro de 2015
Curta Temporada do Espetáculo "Os Malditos"
Apresenta "Os Malditos", espetáculo baseado na obra "Oração para um
Pé-de-Chinelo" de Plínio Marcos.
Você entrará na trama de três seres com poucas expectativas. Uma fuga, uma morte e o desespero total querendo a sobrevivência. Dor. A Frustração toma conta dos personagens em uma noite estranha, a cachaça que os nos embriaga e que é o café da manhã de rato, como uma crítica; para aguentarmos o nosso dia, todo dia, precisamos nos embriagar, pois sóbrio não se aguenta.
Você entrará na trama de três seres com poucas expectativas. Uma fuga, uma morte e o desespero total querendo a sobrevivência. Dor. A Frustração toma conta dos personagens em uma noite estranha, a cachaça que os nos embriaga e que é o café da manhã de rato, como uma crítica; para aguentarmos o nosso dia, todo dia, precisamos nos embriagar, pois sóbrio não se aguenta.
Como você age quando alguém te encurrala?
Num barraco, Rato, Dilma e Bereco, vão decidir sobre suas vidas.
Um mergulho na vida marginal, o fugir dos "homi", o querer e não poder ter. Num sistema que nos torna marginais.
Elenco: Daya Abudi, Venicio Toledo e Yuri Montezuma
Direção: Flávio Lofego
Maquiagem/Fotografia de Capa, Figurino, Cenário: Allana Khristie
Música: Piero Aranibar
Música ao Vivo: Piero Aranibar.
Produção: Cia Tanto de Lá Quanto de Cá.
Num barraco, Rato, Dilma e Bereco, vão decidir sobre suas vidas.
Um mergulho na vida marginal, o fugir dos "homi", o querer e não poder ter. Num sistema que nos torna marginais.
Elenco: Daya Abudi, Venicio Toledo e Yuri Montezuma
Direção: Flávio Lofego
Maquiagem/Fotografia de Capa, Figurino, Cenário: Allana Khristie
Música: Piero Aranibar
Música ao Vivo: Piero Aranibar.
Produção: Cia Tanto de Lá Quanto de Cá.
Data: 02, 03, 09 e 10 de Dezembro
Entrada: R$ 20 Inteira e R$ 10 Meia
* Antenção: PÚBLICO LIMITADO A 25 PESSOAS POR SESSÃO.
Entrada: R$ 20 Inteira e R$ 10 Meia
* Antenção: PÚBLICO LIMITADO A 25 PESSOAS POR SESSÃO.
Local: CINE TEATRO RECREIO
quarta-feira, 5 de agosto de 2015
O Que Se Passa No Quarto Ao Lado?
Arte - João Marcos
Quando fui morar no meu apartamento atual (Quartinho, pequenino), não imaginava o que poderia encontrar por lá. Na verdade o interesse pela mudança não foi meu e sim da minha namorada, que por sinal tinha razão, no meu antigo endereço as coisas eram estranhas.
Pelo menos umas três vezes alguém "abriu" minha janela "procurando" alguém, então passei a colocar a cabeça no travesseiro com um facão, na estante uma faca menor e no bolso uma canivete, de alguma forma eles iriam me ajudar a dizer para a rapaziada que os tal fulano que viviam procurando não morava lá.
Nessa época trabalhava em um mercado conhecido na cidade ( não vou dizer o nome por que não estão me pagando para tal), saía de casa 4:30 da manhã para pegar a condução das 5:00, para está naquele deposito ás 5:45, para enfim começar os trabalhos 6:00 em ponto. Mas... Sempre tinha a oração matinal. Nunca fechei os olhos, pois se o fizesse com certeza não tornaria a abrir antes das onze. Dividi essa rotina durante um ano de segunda a sábado com minha universidade, que também era de segunda à sábado. Então vocês podem imaginar como fiquei.
Pois bem... Vamos ao que interessa antes que eu esqueça. O meu novo local de moradia tem a aparência de uma pequena vila, com um portão grande vermelho com entrada para carros, a senhoria fez sua residência acima dos quartinhos e mais dois ao fundo (Dividido ao meio se tornou dois), um deles é o meu, lá não tem terreno de terra, tudo é piso cerâmico. Atualmente sinto falta de terrenos de terra, do cheiro da poeira do quintal, das galinhas ciscando, essas coisas.
Minha namorada disse que iria morar comigo e assim o fez e a primeira coisa que fez na nova moradia: Pintar a parede com desenhos de que gostava, simplesmente acho legal e bonito, mas não tenho habilidade para tal. Quando mudamos estava um calor do cacete e mesmo assim a vizinha do quarto ao lado chegou, nos olhou e entrou trancando a porta atrás de si.
Cada um com seus problemas, mas estava quente, muito quente e com certeza aquele quarto não tinha ar condicionado e nenhum ventilador poderia suprir a necessidade de um ar mais fresco. Para nossa surpresa tinha uma porta dentro do nosso quarto que ligava ao quarto da vizinha "estranha". A primeira piada que fizemos foi: Imagina se estamos dormindo e alguém abre a porta e... Minha namorada não gostou da brincadeira. Então parei. Depois de muita arrumação, apagamos.
Passaram-se alguns dias de tranquilidade na pequena vila de moradores estranhos, a vizinha da frente trabalhava com salão de beleza, a filha numa loja e o filho era professor de artes marciais, já o marido sempre o via com uma lata de cerveja na mão, acho que era provador de cerveja. Tinha o senhor dos bombons, vendia doces e balas de frente da igreja que fica ao lado. A senhora que trabalhava no mercado durante a noite e dormia durante o dia. E por fim minha vizinha misteriosa, a única coisa que sabia dela era que trabalhava numa loja de bebidas para emagrecer. Nossa comunicação se resuma apenas no bom dia e boa noite.
Passaram-se os meses e minha namorada decidiu voltar para casa da família, não, nós não terminamos, mas ela tem alergia e o ambiente não estava colaborando com sua saúde. Por isso foi necessário ir "embora".
Nunca se ouvia nada saindo daquele quarto, mesmo tendo uma porta como divisão entre o meu mundo e o mundo ao lado com seu marido. Sim, ela é casada, amigada, o cara aparece a cada quinze dias, parece que vive viajando, mas é quando ele está que a coisa fica interessante, parece que aquele silêncio ganha vida. Ela é morena dos cabelos lisos, de curvas salientes, olhos grandes, seios fartos e boca carnuda, já ele um magrela, cabeçudo e estranho. Mas o que se passa no quarto ao lado?
Chego em casa depois de um dia cansativo de trabalho, passo em uma distribuidora e compro umas bebidas para engolir os sapos diários, caso contrário não se aguenta. Não tenho cama, tiro a roupa, coloco as bebidas na geladeira, pego uma garrafa e me sento no colchão, pego um dos dez livros que estou lendo ao mesmo tempo e começo a matar o capítulo, me silêncio, mas ali acordado devaneando minha vida quando ouço.
- Caralho mete direito!
Puta merda, esses dois estão trepando e eu sem sono vou ser obrigado a participar como voyeur de ouvido, decido buscar outra cerveja, quando ameaço levantar para ir buscar outra cerveja...
- Faz silêncio... Ouviu? (Diz ela)
- O quê?
- O Vizinho!
- Não estamos fazendo nada, estamos na nossa casa.
Estão... Estão atrapalhando meus pensamentos, poluindo as boas ideias, queria escrever algo sobre o ocorrido no dia e agora graças aos dois trepadores perdi o fio da meada. Saí e fui buscar mais uma cerveja. Quando volto escuto o cara dizendo que iria buscar umas cervejas na distribuidora, pensei: Que transa mais rápida, coelho perde.
O cara sai e a mulher fica reclamando, dizendo que o cara não apertou direito, que a merda não ia prestar, saco que ela liga para alguém e conta toda a história. Acho que o lance foi muito ruim para ela sair contando para as amigas. Queimou o carinha.
Ouvir alguém transando uma vez é interessante, agora ouvir alguém não transando é frustante. Os dias seguintes foram uma verdadeira batalha entre ele e ela.
- Você não está conseguindo. (Dizia Ela)
- Se você não falasse tanto poderíamos conseguir (Falava ele)
- Não está dando certo entre nós!
Caramba o amor estava acabando. Ela concordou, mas mesmo assim continuaram morando juntos e logo percebi que o lance era tudo fachada, não terminaram porra nenhuma. Ficaram em silêncio, me ouvindo, cada mexida que dava em minhas sacolas, bolsas, a roupa suja que jogava no canto da parede, era comentado no quarto ao lado. A porta! Corri para porta que dividia o quarto, coloquei o ouvido, pensava: O que se passa na merda desse quarto? Escuto algo muito perto da porta, bate um receio, vou sair daqui, pegar uma cerveja e desencanar. Quando estou relaxando a mulher diz: Está tudo silêncio lá. Será que ele dormiu? - Responde uma voz feminina. CARALHO. Estão ouvindo os meus passos. Faço barulho de propósito, mexo em livros, sacudo roupas, A conversa se intensificava do lado de lá. Até que cansei e apaguei. Pela manhã estava saindo quando deparo com a porta deles escancarada, uma calcinha (usada) estendida numa cadeira, sutiã no chão, vejo uma sobra vindo e baixo a cabeça e começo a fechar minha porta. Um espirro bem forte. Ela é alérgica. Bom dia - digo descaradamente com o olhar dizendo - Sei que estava atrás da porta me ouvindo. Ela responde com a cara amassada, olhos inchado elo o efeito do problema com a alergia - Bom dia.
Dou uma receita caseira que pode ajudá-la com o seu problema. Eu estava sonado e não tinha reparado que a mulher estava apenas de sutiã e uma calcinha bem curta - sendo sincero - só a tira. E transparente. Prefiro acreditar que era o efeito da alergia.
Vou saindo em direção ao grande portão vermelho e ouço uma pergunta.
- Vizinho posso te fazer uma pergunta? (Diz ela)
- Claro!
- O que acontece no seu quarto pela noite? Parece que você não dorme.
Penso um pouco, também queria saber o que se passa no quarto dela durante a noite, respondo:
- Gosto de ler e fico até a madrugada nos livro.
- Ah! Entendi.
Não me contive...
- E no seu? Ouvi você brigando com o marido.
- Não é bem meu marido... Um namorido... Minha irmã está vindo pra cá com seu filho, então pedi para ele montar uma pequena cama para meu sobrinho não dormir no chão. Só que o cara não consegue enfiar um parafuso direito. Sabia que iria escutar por isso disse para ele fazer silêncio para não te incomodar o sono. Incomodou?
- Não!
Dei até logo e fui embora... O cara não saber colocar o parafuso? Então o que significou aquele...
- Enfia tudo - (Dela).
Tá bom!
Quando fui morar no meu apartamento atual (Quartinho, pequenino), não imaginava o que poderia encontrar por lá. Na verdade o interesse pela mudança não foi meu e sim da minha namorada, que por sinal tinha razão, no meu antigo endereço as coisas eram estranhas.
Pelo menos umas três vezes alguém "abriu" minha janela "procurando" alguém, então passei a colocar a cabeça no travesseiro com um facão, na estante uma faca menor e no bolso uma canivete, de alguma forma eles iriam me ajudar a dizer para a rapaziada que os tal fulano que viviam procurando não morava lá.
Nessa época trabalhava em um mercado conhecido na cidade ( não vou dizer o nome por que não estão me pagando para tal), saía de casa 4:30 da manhã para pegar a condução das 5:00, para está naquele deposito ás 5:45, para enfim começar os trabalhos 6:00 em ponto. Mas... Sempre tinha a oração matinal. Nunca fechei os olhos, pois se o fizesse com certeza não tornaria a abrir antes das onze. Dividi essa rotina durante um ano de segunda a sábado com minha universidade, que também era de segunda à sábado. Então vocês podem imaginar como fiquei.
Pois bem... Vamos ao que interessa antes que eu esqueça. O meu novo local de moradia tem a aparência de uma pequena vila, com um portão grande vermelho com entrada para carros, a senhoria fez sua residência acima dos quartinhos e mais dois ao fundo (Dividido ao meio se tornou dois), um deles é o meu, lá não tem terreno de terra, tudo é piso cerâmico. Atualmente sinto falta de terrenos de terra, do cheiro da poeira do quintal, das galinhas ciscando, essas coisas.
Minha namorada disse que iria morar comigo e assim o fez e a primeira coisa que fez na nova moradia: Pintar a parede com desenhos de que gostava, simplesmente acho legal e bonito, mas não tenho habilidade para tal. Quando mudamos estava um calor do cacete e mesmo assim a vizinha do quarto ao lado chegou, nos olhou e entrou trancando a porta atrás de si.
Cada um com seus problemas, mas estava quente, muito quente e com certeza aquele quarto não tinha ar condicionado e nenhum ventilador poderia suprir a necessidade de um ar mais fresco. Para nossa surpresa tinha uma porta dentro do nosso quarto que ligava ao quarto da vizinha "estranha". A primeira piada que fizemos foi: Imagina se estamos dormindo e alguém abre a porta e... Minha namorada não gostou da brincadeira. Então parei. Depois de muita arrumação, apagamos.
Passaram-se alguns dias de tranquilidade na pequena vila de moradores estranhos, a vizinha da frente trabalhava com salão de beleza, a filha numa loja e o filho era professor de artes marciais, já o marido sempre o via com uma lata de cerveja na mão, acho que era provador de cerveja. Tinha o senhor dos bombons, vendia doces e balas de frente da igreja que fica ao lado. A senhora que trabalhava no mercado durante a noite e dormia durante o dia. E por fim minha vizinha misteriosa, a única coisa que sabia dela era que trabalhava numa loja de bebidas para emagrecer. Nossa comunicação se resuma apenas no bom dia e boa noite.
Passaram-se os meses e minha namorada decidiu voltar para casa da família, não, nós não terminamos, mas ela tem alergia e o ambiente não estava colaborando com sua saúde. Por isso foi necessário ir "embora".
Nunca se ouvia nada saindo daquele quarto, mesmo tendo uma porta como divisão entre o meu mundo e o mundo ao lado com seu marido. Sim, ela é casada, amigada, o cara aparece a cada quinze dias, parece que vive viajando, mas é quando ele está que a coisa fica interessante, parece que aquele silêncio ganha vida. Ela é morena dos cabelos lisos, de curvas salientes, olhos grandes, seios fartos e boca carnuda, já ele um magrela, cabeçudo e estranho. Mas o que se passa no quarto ao lado?
Chego em casa depois de um dia cansativo de trabalho, passo em uma distribuidora e compro umas bebidas para engolir os sapos diários, caso contrário não se aguenta. Não tenho cama, tiro a roupa, coloco as bebidas na geladeira, pego uma garrafa e me sento no colchão, pego um dos dez livros que estou lendo ao mesmo tempo e começo a matar o capítulo, me silêncio, mas ali acordado devaneando minha vida quando ouço.
- Caralho mete direito!
Puta merda, esses dois estão trepando e eu sem sono vou ser obrigado a participar como voyeur de ouvido, decido buscar outra cerveja, quando ameaço levantar para ir buscar outra cerveja...
- Faz silêncio... Ouviu? (Diz ela)
- O quê?
- O Vizinho!
- Não estamos fazendo nada, estamos na nossa casa.
Estão... Estão atrapalhando meus pensamentos, poluindo as boas ideias, queria escrever algo sobre o ocorrido no dia e agora graças aos dois trepadores perdi o fio da meada. Saí e fui buscar mais uma cerveja. Quando volto escuto o cara dizendo que iria buscar umas cervejas na distribuidora, pensei: Que transa mais rápida, coelho perde.
O cara sai e a mulher fica reclamando, dizendo que o cara não apertou direito, que a merda não ia prestar, saco que ela liga para alguém e conta toda a história. Acho que o lance foi muito ruim para ela sair contando para as amigas. Queimou o carinha.
Ouvir alguém transando uma vez é interessante, agora ouvir alguém não transando é frustante. Os dias seguintes foram uma verdadeira batalha entre ele e ela.
- Você não está conseguindo. (Dizia Ela)
- Se você não falasse tanto poderíamos conseguir (Falava ele)
- Não está dando certo entre nós!
Caramba o amor estava acabando. Ela concordou, mas mesmo assim continuaram morando juntos e logo percebi que o lance era tudo fachada, não terminaram porra nenhuma. Ficaram em silêncio, me ouvindo, cada mexida que dava em minhas sacolas, bolsas, a roupa suja que jogava no canto da parede, era comentado no quarto ao lado. A porta! Corri para porta que dividia o quarto, coloquei o ouvido, pensava: O que se passa na merda desse quarto? Escuto algo muito perto da porta, bate um receio, vou sair daqui, pegar uma cerveja e desencanar. Quando estou relaxando a mulher diz: Está tudo silêncio lá. Será que ele dormiu? - Responde uma voz feminina. CARALHO. Estão ouvindo os meus passos. Faço barulho de propósito, mexo em livros, sacudo roupas, A conversa se intensificava do lado de lá. Até que cansei e apaguei. Pela manhã estava saindo quando deparo com a porta deles escancarada, uma calcinha (usada) estendida numa cadeira, sutiã no chão, vejo uma sobra vindo e baixo a cabeça e começo a fechar minha porta. Um espirro bem forte. Ela é alérgica. Bom dia - digo descaradamente com o olhar dizendo - Sei que estava atrás da porta me ouvindo. Ela responde com a cara amassada, olhos inchado elo o efeito do problema com a alergia - Bom dia.
Dou uma receita caseira que pode ajudá-la com o seu problema. Eu estava sonado e não tinha reparado que a mulher estava apenas de sutiã e uma calcinha bem curta - sendo sincero - só a tira. E transparente. Prefiro acreditar que era o efeito da alergia.
Vou saindo em direção ao grande portão vermelho e ouço uma pergunta.
- Vizinho posso te fazer uma pergunta? (Diz ela)
- Claro!
- O que acontece no seu quarto pela noite? Parece que você não dorme.
Penso um pouco, também queria saber o que se passa no quarto dela durante a noite, respondo:
- Gosto de ler e fico até a madrugada nos livro.
- Ah! Entendi.
Não me contive...
- E no seu? Ouvi você brigando com o marido.
- Não é bem meu marido... Um namorido... Minha irmã está vindo pra cá com seu filho, então pedi para ele montar uma pequena cama para meu sobrinho não dormir no chão. Só que o cara não consegue enfiar um parafuso direito. Sabia que iria escutar por isso disse para ele fazer silêncio para não te incomodar o sono. Incomodou?
- Não!
Dei até logo e fui embora... O cara não saber colocar o parafuso? Então o que significou aquele...
- Enfia tudo - (Dela).
Tá bom!
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